Nossa, quanto tempo não venho aqui. Não seria um exagero dizer, "quantos anos", porque dois já se passaram desde a ultima postagem. Dois anos. Tanta coisa aconteceu, tanta coisa mudou. Eu cresci, amadureci, me tornei outra pessoa. No fundo, ainda sou a mesma garota medrosa, indefesa, que precisa sempre ter todos que ama por perto pra se sentir protegida e querida. Ainda a mesma garota que tem necessidade de atenção, que tem medos, inseguranças e anseia demais a vida que tem pra viver, que sonha demais com isso. Podem se passar todos os anos dessa vida, mas uma coisa que eu nunca vou deixar de ser é sonhadora. Sonhar é a melhor coisa da vida né? Porque pelo menos nos sonhos, as nossas vidas podem ser exatamente como nós queremos. Do jeitinho que planejamos, sem ninguém pra julgar, pra atrapalhar ou qualquer outra coisa do tipo. Como já disse o sábio Alvo Dumbledore, "Nos sonhos entramos em um mundo que é inteiramente nosso." E de fato é, e ninguém tem o direito de entrar nesse mundo e mudar as coisas. Mas certos "impasses" podem acontecer, e adiar por um tempo a possível realização de alguns desses sonhos. E esses impasses não mudam apenas a "data" de um sonho, mudam toda a sua vida. Por menor que seja esse impasse, vai causar uma mudança enorme. E eu nunca gostei de mudanças. Acho que porque eu nunca soube lidar com elas. Mas o fato é: mudanças sempre me deprimem, porque sempre que as coisas estão indo bem, algo tem que acontecer e mudar tudo. O impasse que me aconteceu esse ano, já mudou muita coisa. E eu tenho muito medo de que possa mudar mais. Antes mesmo dele acontecer algumas coisas já estavam mudando, mas isso não parecia um grande problema. Mas agora parece. E eu realmente tenho medo disso. Porque pela primeira vez na vida eu não me sinto parte de algo da minha rotina. Pelo contrário, pela primeira vez na vida eu me sinto excluída. E sinto como se tudo o que eu tivesse conquistado está por um fio de escapar das minhas mãos. E eu não quero perder. Não quero ter que conquistar as coisas tudo de novo. Não quero ter que me acostumar com coisas novas de novo, e ter que fazer as pessoas se acostumarem comigo também. Pra mim é tão difícil lidar com mudanças, que eu acho que as evito. De fato as evito. E isso não está certo. Há mudanças que vem para o bem, é como dizem: "Nada sai da sua vida sem que algo melhor entre." Mas e se não entrar? E se não tiver nada melhor? E se for só isso? Eu não quero que seja só isso. Eu sei que AGORA é só o começo de uma série de mudanças que estão para acontecer. Agora o que acontece é o seguinte, reprovei de ano e não estou mais junto com os meus amigos. Estou em outra sala cheia de desconhecidos, apenas uma amiga. Uma grande amiga. Mas mesmo assim, não queria que isso mudasse. Porque agora os meus outros amigos, eu vejo eles escapando, porque sem mim por perto tudo ficará diferente, assim como pra mim também ficará sem eles por perto. E as minhas melhores amigas, acho que estou as perdendo pra outra garota, que eu gosto muito, mas acho que ela não gosta tanto assim de mim. E esse é só o começo. Esse era pra ser meu ultimo ano na escola, mas não será. E ano que vem será o ultimo, se Deus quiser. E eu vou ver meus amigos irem embora. Que mesmo que não passe mais todo o tempo junto com eles na escola, a entrada, intervalo e a hora da saída já são reconfortantes. Mas ano que vem não terá nada disso. Será eu, e o resto dos estranhos. E o ano que vem logo em seguida ao ano que vem, é o ano de faculdade. E se Deus quiser eu vou conseguir entrar na minha faculdade no Sul do país... E mais coisas vão mudar, e não só com relação a escola ou aos meus amigos. Eu vou "abandonar" a minha família. Vou sair da minha casa, minha cidade, onde estão todos os meus amigos e família, pra ir para um estado completamente diferente e muito longe, pra viver sozinha ou então com alguns estranhos em uma república, pra fazer uma faculdade que não é nada fácil. E por mais que eu anseie que tudo isso aconteça logo eu me pego pensando: Como eu vou passar por tudo isso quando tiver que acontecer? Como? Eu. Logo eu que odeio mudanças. Que tenho medo de mudanças. Que evito mudanças. Como eu vou lidar com tudo isso que está pra acontecer? Como meu Deus? Como? E eu piro com essa ideia e eu acho que é o que vai acontecer. Eu vou pirar e vou voltar pra casa e deitar na minha cama abraçada com meus ursinhos, chupando o dedo em posição fetal. Exatamente o que eu faço quando estou triste, ou quando estou com medo. E eu estou com muito medo. Isso me assusta. Não saber como vai ser o dia de amanhã. Eu sei que eu tenho que viver um dia de cada vez, me focar no presente e toda essa baboseira. Mas eu tenho uma teoria e eu acredito nela: tudo o que fazemos hoje, agora é pensando no amanhã. É inevitável não pensar no amanhã. E mesmo que eu me dedique totalmente a viver o hoje e o agora, quando anoitecer e eu deitar a minha cabeça no travesseiro pra dormir os pensamentos vão surgir, e eu sei que eles serão sobre o dia de amanhã e como eu temo esse dia. Ao mesmo tempo que a coisa que eu mais quero é viver logo o meu futuro, entrar na faculdade, me formar, ter um bom emprego, uma casa, um carro, estabilidade financeira, fazer minha viagem pela Europa, Estados Unidos e Austrália, encontrar alguém, casar e ter filhos e viver essa vida, ao mesmo tempo que tudo isso seja o que eu mais anseie pra minha vida eu morro de medo disso. Porque pra isso eu vou ter que passar por muitas mudanças, e eu não gosto de mudanças.
E aí vai a minha pergunta lançada ao universo: por que a vida tem que estar sempre em constante mudança?
Já se pegaram para refletir sobre isso? Pois é. Eu já! E isso só gera mais e mais perguntas cujas respostas eu só vou achar com o tempo, conforme tais mudanças forem acontecendo e aí você se pega: a vida é um ciclo vicioso de mudanças. E querendo ou não, gostando ou não, sabendo lidar bem com isso ou não, a gente tem que aceitar e viver de acordo com as regras do jogo de Deus, do destino, do acaso, ou seja lá de qual força que reja esse mundão louco e em constante mudança...
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